quinta-feira, 28 de julho de 2011

A mágica que mistura Windows e Linux

Um bocado de redes hoje em dia usa um servidor GNU/Linux e workstations rodando Windows. Embora isso possa atender ao quesito estabilidade, já que o pingüim é reconhecidamente mais estável do que o software da MS, por outro lado, se a idéia é economizar em pagamento de licenças de software proprietário, não adianta muito, porque há um bocado de “janelas” rodando nos micros clientes.
Meditando sobre isso, a Brasil Informática criou um software chamado Lin2Win (pronuncia-se “Lin-txu-uín”) cuja mágica é criar uma conexão Linux com um servidor Windows. Assim, através de processamento remoto, as workstations, mesmo rodando Linux, podem fazer um login gráfico no Windows e trabalhar em suas aplicações office.
— O Lin2Win é, na verdade, a consolidação de algumas ferramentas que o Linux disponibiliza para obter acesso num servidor Windows — explica Adriano Filadoro, diretor de tecnologia da empresa.
E como é o processo? Primeiro, instala-se um servidor Windows 2000 na rede. Já as estações de trabalho rodam um software Linux que pode funcionar de três maneiras com o Lin2Win. Na primeira, o próprio Linux tem os ícones dos programas Windows que estão no servidor e, a um clique do mouse, a estação faz uma chamada para lá. Abre-se no servidor, então, uma sessão apenas da aplicação Windows e o usuário trabalha com ela à vontade a partir de sua workstation.
Uma tela com Linux, outra com Windows
Já no caso de clientes que queiram manter o ambiente da MS mesmo nas workstations, é possível conectar a rede de modo que as estações Linux, uma vez ligadas, acessem de imediato o servidor e abram uma sessão do Windows full-screen. O usuário, então trabalha sobre uma plataforma Linux, mas sem executar um único comando do pingüim. E a terceira modalidade de uso do Lin2Win permite trabalhar com Linux e Windows ao mesmo tempo. O usuário, aí, se vale de uma segunda tela no monitor na estação para mexer nos dois.
— Basta utilizar uma resolução menor que a do monitor — diz Adriano. — Por exemplo, a segunda tela pode ter 640 x 480 pixels num monitor de 1.024 x 768. Assim dá para usar os dois sistemas simultaneamente.
Essas “idas e vindas” entre o pingüim e as janelas podem representar uma economia de 60% a 70% em software, segundo Adriano. No caso do hardware, ela seria maior ainda, já que o Linux pode rodar até em Pentiums 100 com 16Mb de RAM.
A Brasil Informática trabalhou durante um ano no Lin2Win. Voltado para pequenas empresas e baseado no Red Hat, consagrada distribuição Linux, ele funciona em qualquer versão do pingüim e, segundo Adriano, já está sendo usado em projetos por vários clientes.

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