Quantas vezes essa pergunta, lhe assombrou?
A maioria das pessoas com quem eu convivo e converso, ao se deparar com uma pergunta como essa, geralmente não apresentam uma resposta direta.
E será o por que a maioria das pessoas com quem converso não tem uma resposta direta para essa pergunta?
Percebo que há uma grande dificuldade em definir e explicar os anseios e desejos de uma vida.
As respostas esbaram no generalismo, algo do tipo, quero mais saúde, mais felicidade, mais tranquilidade, porém todas sem muita objetividade.
Para facilitar um pouco vamos responder as perguntas e definir melhor que tipo de vida nos queremos?
1a. O que você NÃO FAZ e quer COMEÇAR A FAZER?
1b. O que você JÁ FAZ e quer CONTINUAR FAZENDO?
1c. O que você JÁ FAZ e quer PARAR DE FAZER?
2a. O que você NÃO TEM e quer COMEÇAR A TER (ou passar a ter)?
2b. O que você JÁ TEM e quer CONTINUAR TENDO?
2c. O que você JÁ TEM e quer PARAR DE TER (ou não quer mais ter)?
3a. O que você NÃO É e quer COMEÇAR A SER (ou passar a ser)?
3b. O que você JÁ É e quer CONTINUAR SENDO?
3c. O que você JÁ É e quer PARAR DE SER (ou não quer mais ser)?
Faça uma análise de suas respostas e após o planejamento para organizar uma estratégia para a sua vida e seus desejos.
E aos elementos que não deseja em sua vida, jogue os fora, pois o fardo de carrega-los é grande.
O problema não está no tempo, mas sim nas escolhas do que fazer com ele!
A vida saúdavel é viver mais, viver o que é real e filtrar as águas sujas e ter na assinatura, sou um sonhador!
quinta-feira, 22 de julho de 2010
terça-feira, 20 de julho de 2010
Entendendo os Barramentos...
Por mais complicada que possa parecer a placa-mãe de seu computador, você pode reduzir todo aquele emaranhado de circuitos a três elementos principais: microprocessador (ou CPU), memória e sistema de entrada e saída (E/S, o conjunto de “slots” onde se encaixam as placas controladoras dos periféricos e os conectores na própria placa-mãe onde se encaixam os cabos dos drives de discos). Esses três elementos estão permanentemente trocando informações: o sistema de entrada e saída troca (envia e recebe) dados com a CPU e, eventualmente, com a memória e esta, por sua vez, está em constante comunicação com CPU e sistema de E/S. E durante todo o tempo, dados fluem entre os três elementos básicos da placa.
Esse fluxo ocorre através do “barramento”, o nome que se dá ao conjunto de condutores elétricos e seus circuitos de controle que interligam os elementos da placa-mãe. Sua manifestação mais visível é aquele conjunto de riscos metálicos paralelos que recobre quase toda a superfície da placa. São os condutores por onde circulam os “sinais”, ou seja, pulsos elétricos que representam os bits (que, oito a oito, formam os bytes), além de outros tantos pulsos que controlam todo o sistema (os “sinais de controle”, que informam se uma dada operação é de leitura ou escrita, se a operação anterior foi executada com sucesso, se o barramento está livre e pode receber novos dados, etc).
Tudo isso obedece a um certo ritmo, a “freqüência de operação” do barramento. Esta freqüência é controlada por um circuito especial montado em torno de um cristal de quartzo que vibra, emitindo pulsos que ditam o ritmo em que os dados fluem no barramento.
No começo tudo era muito simples: o primeiro PC usava um microprocessador simples e lento, o Intel 8088, cuja freqüência de operação era de cerca de 5MHz, ou seja, executava cinco milhões de ciclos (ou operações elementares) por segundo. Pois bem: o barramento que o ligava à memória e ao sistema de E/S era controlado pelo mesmo cristal, ou “clock”, e os dados fluíam no barramento no mesmo ritmo de 5MHz (para os puristas: 4,77MHz).
Acontece que os processadores evoluíram. Depois do 8088 do “PC”, veio o 8026 do “AT”, cuja freqüência de operação chegou a 20MHz. Ora, 20 milhões de pulsos a cada segundo eram demais para os lentos periféricos ligados ao sistema de E/S. Eles não conseguiam absorver pulsos em um ritmo tão elevado. A IBM, que naqueles dias ditava os padrões para a linha PC, decidiu “quebrar” o barramento em dois: um, mais rápido, ligando a CPU à memória, operando na mesma freqüência da CPU, chamado de “barramento frontal” (ou FSB, de “Front Side Bus”). Outro, ligando a CPU aos slots ou aos conectores dos periféricos, chamado “barramento de entrada e saída” (ou de E/S), operando em uma freqüência menor (cerca de 12MHz). Esse barramento de E/S criado pela IBM para seu AT acabou sendo adotado como padrão pelos demais fabricantes e passou a ser conhecido por barramento ISA (de Industry Standard Architecture, ou arquitetura padrão da indústria) e foi usado por muitos anos, até os tempos do 486 (na verdade, embora raros, ainda hoje são encontrados em algumas placas-mãe; é fácil identificar sua presença pelos slots, geralmente pretos e divididos em duas partes).
Além da freqüência de operação, os barramentos têm outra característica importante: a “largura”, ou número de linhas paralelas usadas para transportar dados, endereços e sinais de controle. Fixemo-nos na largura do barramento de dados. O do PC tinha apenas oito linhas, ou seja, transferia um byte (oito bits) de cada vez. O ISA tinha 16, portanto transferia dois bytes a cada ciclo. Essas duas características refletem o fluxo (ou “vazão”) de dados através do barramento. No PC, que transfere um byte a cada ciclo e operando a cinco milhões de ciclos por segundo, o fluxo é de 5MHz x 1 byte, ou 5Mb/s (megabytes por segundo). No ISA o fluxo é de 12MHz x 2 bytes, ou 24Mb/s (para os puristas: na verdade é menor, mas para esclarecer o conceito de fluxo de dados o exemplo serve perfeitamente).
Ocorre que nos tempos do 286, 24Mb/s era muito mais do que os periféricos de então precisavam, portanto o barramento ISA era perfeitamente aceitável. Mas à medida que os microprocessadores evoluíram, também evoluíram os periféricos. Que precisavam de maior fluxo de dados. Algumas tentativas foram feitas e barramentos de E/S novos foram criados, como o MCA (Micro Channel Architecture, da IBM) e EISA (Enhanced ISA), do restante da indústria. Isso sem falar no VESA Local Bus, especialmente para o vídeo. Mas nenhum deles vingou. Até que a Intel teve a idéia de criar o PCI.
Esse fluxo ocorre através do “barramento”, o nome que se dá ao conjunto de condutores elétricos e seus circuitos de controle que interligam os elementos da placa-mãe. Sua manifestação mais visível é aquele conjunto de riscos metálicos paralelos que recobre quase toda a superfície da placa. São os condutores por onde circulam os “sinais”, ou seja, pulsos elétricos que representam os bits (que, oito a oito, formam os bytes), além de outros tantos pulsos que controlam todo o sistema (os “sinais de controle”, que informam se uma dada operação é de leitura ou escrita, se a operação anterior foi executada com sucesso, se o barramento está livre e pode receber novos dados, etc).
Tudo isso obedece a um certo ritmo, a “freqüência de operação” do barramento. Esta freqüência é controlada por um circuito especial montado em torno de um cristal de quartzo que vibra, emitindo pulsos que ditam o ritmo em que os dados fluem no barramento.
No começo tudo era muito simples: o primeiro PC usava um microprocessador simples e lento, o Intel 8088, cuja freqüência de operação era de cerca de 5MHz, ou seja, executava cinco milhões de ciclos (ou operações elementares) por segundo. Pois bem: o barramento que o ligava à memória e ao sistema de E/S era controlado pelo mesmo cristal, ou “clock”, e os dados fluíam no barramento no mesmo ritmo de 5MHz (para os puristas: 4,77MHz).
Acontece que os processadores evoluíram. Depois do 8088 do “PC”, veio o 8026 do “AT”, cuja freqüência de operação chegou a 20MHz. Ora, 20 milhões de pulsos a cada segundo eram demais para os lentos periféricos ligados ao sistema de E/S. Eles não conseguiam absorver pulsos em um ritmo tão elevado. A IBM, que naqueles dias ditava os padrões para a linha PC, decidiu “quebrar” o barramento em dois: um, mais rápido, ligando a CPU à memória, operando na mesma freqüência da CPU, chamado de “barramento frontal” (ou FSB, de “Front Side Bus”). Outro, ligando a CPU aos slots ou aos conectores dos periféricos, chamado “barramento de entrada e saída” (ou de E/S), operando em uma freqüência menor (cerca de 12MHz). Esse barramento de E/S criado pela IBM para seu AT acabou sendo adotado como padrão pelos demais fabricantes e passou a ser conhecido por barramento ISA (de Industry Standard Architecture, ou arquitetura padrão da indústria) e foi usado por muitos anos, até os tempos do 486 (na verdade, embora raros, ainda hoje são encontrados em algumas placas-mãe; é fácil identificar sua presença pelos slots, geralmente pretos e divididos em duas partes).
Além da freqüência de operação, os barramentos têm outra característica importante: a “largura”, ou número de linhas paralelas usadas para transportar dados, endereços e sinais de controle. Fixemo-nos na largura do barramento de dados. O do PC tinha apenas oito linhas, ou seja, transferia um byte (oito bits) de cada vez. O ISA tinha 16, portanto transferia dois bytes a cada ciclo. Essas duas características refletem o fluxo (ou “vazão”) de dados através do barramento. No PC, que transfere um byte a cada ciclo e operando a cinco milhões de ciclos por segundo, o fluxo é de 5MHz x 1 byte, ou 5Mb/s (megabytes por segundo). No ISA o fluxo é de 12MHz x 2 bytes, ou 24Mb/s (para os puristas: na verdade é menor, mas para esclarecer o conceito de fluxo de dados o exemplo serve perfeitamente).
Ocorre que nos tempos do 286, 24Mb/s era muito mais do que os periféricos de então precisavam, portanto o barramento ISA era perfeitamente aceitável. Mas à medida que os microprocessadores evoluíram, também evoluíram os periféricos. Que precisavam de maior fluxo de dados. Algumas tentativas foram feitas e barramentos de E/S novos foram criados, como o MCA (Micro Channel Architecture, da IBM) e EISA (Enhanced ISA), do restante da indústria. Isso sem falar no VESA Local Bus, especialmente para o vídeo. Mas nenhum deles vingou. Até que a Intel teve a idéia de criar o PCI.
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